Ensino Superior

Saiba tudo sobre o curso de Engenharia de Produção!

janeiro 8, 2019
Tempo de leitura 18 min

A Engenharia de Produção é uma das áreas mais versáteis entre as exatas. Se, a princípio, o curso era visto como uma derivação da Engenharia Mecânica, com o tempo, ficou muito mais abrangente, já que as premissas dele são aplicáveis a qualquer empresa dos mais diferentes setores — e não apenas às rotinas de uma fábrica.

Mesmo sendo uma área muito promissora e com boa empregabilidade, a primeira pergunta que você deve se fazer, antes de ingressar em uma faculdade da área é: “o curso combina com meu perfil, minhas expectativas de futuro e minhas habilidades?”. Indo por esse caminho, você dará início a uma jornada mais acertada. Porém, também precisa conhecer mais sobre o curso e a faculdade em que pretende ingressar.

Neste post, trazemos uma visão completa sobre o curso de Engenharia de Produção, incluindo informações a respeito da sua história, da área de atuação, de possíveis estágios e do que você aprende no curso. Além disso, você também vai saber qual o perfil ideal para o estudante e quais as habilidades que o mercado espera de um engenheiro de produção.

É um assunto de seu interesse? Então acompanhe a seguir.

A área de Engenharia de Produção

A engenharia, de modo geral, aplica fundamentos matemáticos e usa experiências adquiridas para elaborar ideias e caminhos capazes de trazer benefícios às empresas. O foco dos conhecimentos é projetar, executar, fiscalizar e administrar as mais diferentes atividades.

Qual o papel da Engenharia de Produção?

Dentro dessa grande área de conhecimentos, está a Engenharia de Produção, que se encarrega de otimizar sistemas em empresas de qualquer setor e tamanho. Ela busca melhorar a qualidade dos processos e dos produtos, eliminando desperdícios no processo produtivo. Para isso, usa ferramentas, máquinas, matérias-primas e todo o capital humano da forma mais eficiente possível.

Ou seja, na prática, a Engenharia de Produção se preocupa em projetar, instalar e aprimorar os sistemas de produção. Ela mescla conhecimentos das ciências matemáticas, físicas e sociais, além de aplicar princípios de análise e design para prever e avaliar os resultados obtidos.

Quando a Engenharia de Produção teve início?

Apesar de ser um curso mais recente que outras engenharias — a exemplo da Civil e Mecânica, por exemplo —, ele teve início há mais de 100 anos. As primeiras referências vêm do fim do século XIX, quando Frederick Taylor e Henry Ford começaram a transformar os conhecimentos práticos em processos formais.

Aliás, foi Taylor quem escreveu um livro chamado “Princípios da Administração Científica”, em 1911. Por isso, é considerado o pai da Engenharia de Produção. Ele se incomodava com o desperdício de tempo, recursos e força de trabalho nos processos. Buscando solucionar essas questões, desenvolveu um método de controle baseado na cronometragem das atividades.

Já Ford — ele mesmo, o fundador da Ford Motor Company — colocou em prática os conceitos de Taylor e conseguiu um feito inédito para a sua época: produzir em grande escala e com preços baixos.

Como começou a Engenharia de Produção no Brasil?

No Brasil, o início dessa área é marcado pelo crescimento industrial, mas o que mais impulsionou sua expansão foi a chegada de multinacionais que começaram a criar demanda por engenheiros de produção. Hoje, ela tem muita aceitação de mercado, além de ser reconhecida e regulamentada pelo Conselho de Engenharia (CREA).

O perfil ideal do profissional da área

Como falamos, a Engenharia de Produção não é focada exatamente no ambiente de fábrica. Qualquer setor de uma empresa tem processos, do RH ao Marketing. Assim, o que se espera de um profissional dessa área é que ele seja versátil. Além disso, precisa ter visão abrangente: tem que enxergar os processos por inteiro — do início ao fim — para poder analisar suas características e propor melhorias.

Um outro aspecto requerido do engenheiro de produção é a inventividade. Sua função é encontrar os caminhos mais eficientes, que tragam o menor custo para as empresas. Ele tem que “pensar fora da caixa”. Mudar e melhorar são seus verbos principais. Claro, um estudante de engenharia, de modo geral, tem que gostar bastante de cálculos e sistemas informatizados, já que usará muitas ferramentas digitais.

Além disso, o foco do engenheiro de produção é produzir mais com menos, conseguindo a maior eficiência possível. Suas decisões são sempre baseadas na economia, o que exige uma boa dose de capacidade analítica. Está se identificando? Então, confira o que o mercado vai exigir desse profissional.

As habilidades que serão exigidas pelo mercado

A Associação Brasileira de Engenharia de Produção é uma instituição que reúne estudantes, professores e profissionais da área. Segundo ela, há algumas habilidades que não podem faltar a um bom engenheiro de produção e que são o diferencial para que ele obtenha destaque no mercado. Listamos algumas delas a seguir.

Ética profissional

O engenheiro deve sempre se basear em princípios éticos, de respeito às pessoas, empresas e relações sociais.

Atitude empreendedora

Sua atuação se fundamenta na gestão e no empreendedorismo, já que seu trabalho contribui para o sucesso das organizações.

Atualização de conhecimentos

Como profissional de uma área dinâmica, ele precisa sempre se atualizar e buscar novas certificações. Além disso, deve agregar conhecimento e, consequentemente, valor ao seu trabalho.

Comunicação

O engenheiro de produção lida sempre com pessoas, e é delas que obtém informações importantes para pautar seu trabalho. Portanto, ele precisa ser comunicativo e ter habilidades de interação.

Leitura e análise de gráficos

Em vez de lidar com dados brutos, o engenheiro observa o comportamento de indicadores e padrões. Assim, precisa saber ler e interpretar gráficos e informações visuais para, a partir daí, alicerçar sua tomada de decisão.

Técnicas computacionais

Como dissemos, é uma característica básica lidar com sistemas informatizados, já que as atividades manuais são o oposto da eficiência que a Engenharia de Produção propõe.

Línguas estrangeiras

É comum encontrar oportunidades em multinacionais — afinal, esse foi o pontapé da Engenharia de Produção no Brasil, não é mesmo? Muitas vezes, o engenheiro de produção também precisa interagir com fornecedores e outros parceiros em nível internacional.

Conhecimento da legislação

A atuação do engenheiro de produção alcança diversas áreas — incluindo contabilidade, recursos humanos e até normas de segurança. Por isso, ele precisa estar em constante atualização sobre a legislação vigente.

Trabalho em equipe

Um engenheiro nunca trabalha sozinho, então deve ter uma ótima capacidade de relacionamento interpessoal. Ou seja, deve interagir bem com outras pessoas e obter os melhores resultados, agindo sempre como conciliador e intermediador para situações de conflitos de ideias.

Capacidade analítica

Isso significa identificar, analisar, modelar e resolver problemas. Esse é o traço fundamental de um engenheiro de produção.

Compreensão de problemas administrativos, econômicos e ambientais

Frequentemente, essas áreas estão relacionadas e sofrem impacto na atuação desse profissional, o que exige bons conhecimentos sobre elas e os problemas mais comuns que trazem às empresas.

Responsabilidade social e ambiental

Lembra do comportamento ético de que falamos? Essa característica é um reflexo dele. Toda decisão do engenheiro de produção deve respeitar as pessoas, a sociedade e o meio ambiente. Aliás, também é seu papel trazer soluções aos principais problemas sociais, ajudando a qualificar profissionais, abrir novos postos de trabalho e melhorar as condições e a segurança de empresas e empregados.

Pensamento geral e ação individual

Isso significa, na prática, enxergar o todo. Mas as ações do engenheiro não vão ser generalistas nem abrangentes demais. Elas precisam ser específicas, atendendo às necessidades individuais de setores e equipes. No fim das contas, é como ter olhos de águia: ver longe e, ao mesmo tempo, enxergar os pequenos pontos no caminho.

As principais matérias do curso

Já que falamos bastante da área e do profissional, que tal ter uma visão sobre o curso? Isso é extremamente importante, pois você precisa saber o que vai estudar, para avaliar se o curso coincide com seu perfil.

Muitas vezes, os estudantes olham para o título da profissão, que pode ser bem atrativo. Por outro lado, esquecem de avaliar se a rotina de estudos e a matriz despertam seu interesse. O resultado disso é o sentimento de frustração depois do ingresso na faculdade. Por isso, comece pesquisando sobre a grade curricular do curso, na faculdade em que pretende estudar.

Para ajudá-lo, listamos algumas das principais disciplinas vistas na Engenharia de Produção. Dividimos todas elas em áreas, para que fique bem claro como colaboram para formar profissionais com as habilidades requeridas pelo mercado. Vamos conferir?

Cálculos matemáticos

Essa é a base de toda engenharia — e não seria diferente nesse curso. Por isso, durante alguns semestres, você terá disciplinas como: álgebra, estatística, cálculo, noções de lógica etc.

Sistemas computacionais

Para desenvolver seus conhecimentos nessa área, o curso também reserva disciplinas que visam ambientá-lo com os sistemas informatizados, entre elas: tecnologia da informação, informática e programação, bancos de dados, sistemas corporativos integrados e desenho e projetos em ambiente computacional.

Responsabilidade ambiental

No intuito de ajudar o profissional a entender relações de causa e efeito, mostrando quais os impactos ambientais que suas decisões trazem, algumas disciplinas de química e física estão incluídas na grade curricular, como:

  • química tecnológica e voltada para a engenharia;
  • processos químicos industriais;
  • física para engenharia;
  • ciências do ambiente;
  • resistência dos materiais;
  • fenômenos de transporte etc.

A última disciplina citada estuda a transferência de movimento, energia e de matéria. Traz conhecimentos técnicos bem específicos, mas também diz respeito à segurança e à sustentabilidade das decisões tomadas.

Administração e empreendedorismo

Se você avaliar com cuidado o papel de um Engenheiro de Produção, verá que ele tem uma capacidade de gestão enorme e pode ocupar alguns altos cargos administrativos. Isso se deve ao estudo de disciplinas da área, incluindo:

  • teoria das organizações e administração;
  • comunicação empresarial e marketing;
  • filosofia e ética;
  • macroeconomia, economia industrial e economia de mercado;
  • ergonomia e segurança no trabalho;
  • gestão da qualidade, de serviços e de pessoas;
  • logística e gestão de cadeias produtivas;
  • empreendedorismo;
  • comportamento organizacional e liderança.

Conhecimentos específicos da área

E, quanto às questões próprias da Engenharia de Produção, também há um conteúdo bem vasto, que abrange todas as possíveis áreas de atuação. Veja:

  • projeto do produto;
  • simulação de sistemas produtivos;
  • automação industrial;
  • gestão de projetos e da produção;
  • materiais e processos de fabricação;
  • organização do trabalho e planejamento de processos;
  • ergonomia aplicada a projetos;
  • planejamento e controle de produção;
  • projeto e sistemas de produção;
  • engenharia da qualidade e econômica;
  • custos e medição do desempenho;
  • manutenção e melhoria da produção;
  • gestão do desenvolvimento do produto e inovação.

Os conhecimentos que serão desenvolvidos

Viu como as disciplinas estudadas são diversificadas e formam um profissional completo? A ideia é construir o conhecimento e preparar as habilidades que o engenheiro de produção precisa ter. Se olharmos de forma geral, podemos estruturar o curso da seguinte forma:

Gerência de produção

Um gerente de produção é o responsável por fazer com que tudo flua da melhor forma possível. E isso não se restringe às indústrias. Uma empresa comercial, por exemplo, também tem um fluxo de produção, que envolve:

  • a compra dos produtos a serem vendidos;
  • o dimensionamento e treinamento das equipes de vendas;
  • o marketing para conquistar novos clientes;
  • a logística de entrega e o pós-venda.

Esse é apenas um exemplo. Toda e qualquer atividade de um empreendimento é uma produção. Por isso, quando falamos desse assunto, estamos incluindo aqui empresas de comércio, indústria e serviços.

Assim, cabe ao gestor de produção garantir o cumprimento das metas dentro dos padrões estabelecidos pela empresa — incluindo qualidade, quantidade, custos e prazos. Para formar esse perfil profissional, o curso de Engenharia de Produção desenvolve os seguintes conhecimentos:

  • projeto e gestão de sistemas de produção — definindo como as atividades devem ser realizadas e geridas;
  • planejamento e controle da produção (PCP) — que é dimensionar, entre outros aspectos, quantas pessoas serão necessárias, quanto cada uma deve produzir e controlar as atividades para garantir que as metas sejam alcançadas;
  • logística e cadeia de suprimentos — que envolve a compra, estocagem e entrega de produtos e serviços;
  • organização de trabalho e ergonomia — para distribuir da melhor forma possível a rotina de produção, tanto para os resultados quanto para os empregados.

Gestão da Qualidade

A gestão da qualidade é a tarefa de fazer com que projetos, produtos e rotinas tenham o melhor resultado possível, evitando ao máximo os desperdícios e trazendo eficiência. Isso ajuda a diminuir problemas como retrabalho e custos altos, além de aumentar a satisfação do cliente. Nesse aspecto, são trabalhados conhecimentos como:

  • custo e medição do desempenho — o estudante aprende a dimensionar os custos envolvidos em um processo produtivo e a mensurar o desempenho dele, encontrando oportunidades de economizar;
  • simulação — ele também aprende a simular situações e rotinas, para reduzir as incertezas e os erros de gestão;
  • gerência de projeto — esse conhecimento diz respeito a planejar e controlar a execução de projetos nas mais diversas áreas de atuação;
  • gestão de pessoas — acima de tudo, um engenheiro de produção lida com pessoas. Ele depende delas (do seu comprometimento e disponibilidade) para aplicar as mudanças positivas que encontra. Por isso, precisa saber conduzir e motivar as pessoas.

Desenvolvimento de Produtos e Empreendedorismo

Tocamos várias vezes no ponto do empreendedorismo porque ele é um forte do engenheiro de produção, pois ele é o responsável por trazer soluções e aproveitar todo o potencial de um negócio. Desse modo, o estudante da área também aprende sobre:

  • gestão do processo de desenvolvimento de produto — aqui, o foco é eliminar desperdícios e ter a máxima eficiência nas rotinas da empresa ou na linha de produção, caso se trate de uma fábrica;
  • marketing — o engenheiro de produção também forma bases para lidar com as questões relacionadas à imagem da empresa e à satisfação do cliente;
  • projeto do produto — relacionando-se com os dois itens anteriores, ele aprende a projetar produtos que atendam às necessidades da empresa no que diz respeito a custos e retorno financeiro e que gerem interesse no público-alvo, trazendo soluções para suas demandas.

A importância de realizar estágios

Como acontece nos cursos superiores, os semestres finais também incluem a realização de estágio supervisionado. Esse é um grande momento para o estudante, porque ele pode colocar em prática os conceitos que aprendeu na faculdade.

No estágio, você vê os números e ideias se tornarem fatos e também dá seus primeiros passos para conquistar experiência profissional. Grandes empresas costumam ter programas anuais de estágios e de trainee para recém-formados, que geralmente são porta de entrada para uma carreira sólida.

Se você tiver oportunidade de começar alguns semestres antes — e se isso não atrapalhar sua rotina de estudos, claro — melhor ainda, pois terá mais experiências no seu currículo. É importante focar naquelas enriquecedoras e que vão agregar valor ao seu perfil profissional.

As possibilidades de atuação do engenheiro

Você pode se perguntar: “diante de um campo de estudos tão vasto, como fica a atuação do engenheiro de produção?”. A resposta é simples: cheia de oportunidades. Confira abaixo as possíveis áreas em que esse profissional pode atuar:

Engenharia de operações e processos de produção

Atuando nessa área, o engenheiro de produção foca em projetos e operações para melhorar os sistemas produtivos e a criação de novos produtos. Aqui, estão incluídas áreas como planejamento, programação e controle de produção (PPCP), gestão da manutenção e engenharia de métodos.

Logística

Na logística, o engenheiro de produção trabalha com soluções para transporte, movimentação e estocagem de produtos e de insumos. Seu papel é reduzir gastos e garantir a disponibilidade do item sempre que preciso. Dentro dessa área estão setores como a gestão da cadeia de suprimentos, de estoque e logística empresarial.

Pesquisa operacional

Essa área busca facilitar a tomada de decisão pela gestão, usando informações matemáticas obtidas de sistemas computadorizados. A pesquisa operacional aplica os conceitos que o engenheiro traz de outras disciplinas. Assim, procura formas de tornar as decisões mais objetivas e bem embasadas, sem abrir mão do contexto da empresa.

Se você gosta dessa área, invista seu tempo de estudo prioritariamente em processos estocásticos, teoria dos jogos e inteligência computacional.

Engenharia da Qualidade

A área da qualidade geralmente tem muita procura por engenheiros de produção. Ela inclui o planejamento, o projeto e o controle dos sistemas de gestão da qualidade e engloba, entre outros, a normatização, auditoria e certificação para a qualidade (seguindo as normas ISO).

Engenharia do Produto

A Engenharia do Produto reúne ferramentas e processos para projetar, planejar, organizar e executar as rotinas referentes às atividades estratégicas da empresa. Isso foca, especialmente, na criação de novos produtos. O engenheiro que atua com o produto pensa no seu lançamento e na sua retirada do mercado, além de trabalhar em conjunto com as mais diferentes áreas da empresa.

Engenharia Organizacional

Esse ramo engloba os conhecimentos sobre gestão empresarial, incluindo planejamento estratégico e operacional. Ele também compreende vários pontos, como empreendedorismo, propriedade intelectual e avaliação de desempenho. Aqui, entram as áreas de gestão de modo geral, incluindo a gestão de projetos e da inovação.

Engenharia Econômica

Se você gosta da parte financeira e econômica, pode atuar também como engenheiro de produção nessa área. Seu papel será formular, estimar e avaliar os resultados da empresa, para orientá-la a escolher os melhores caminhos na tomada de decisão. Para isso, vai usar os conceitos matemáticos aprendidos no curso. Entre outras frentes, é possível exercer a gestão econômica, de custos, de investimentos e de riscos.

Engenharia do Trabalho

Quando atua nessa área, o engenheiro de produção projeta as tarefas e os sistemas de trabalho. Ele também foca nos ambientes e nos sistemas, sempre visando atender às necessidades das equipes e aproveitar da melhor forma possível suas capacidades.

A ideia central é preservar sua saúde e sua integridade física, melhorando a relação entre os membros do grupo e com todo o ambiente ao redor. Tanto é que essa área é chamada também de interface máquina/ambiente/homem/organização.

Na Engenharia do Trabalho, você pode trabalhar projetando e organizando a execução das atividades, com foco na ergonomia, higiene e segurança.

Engenharia da Sustentabilidade

Por último, essa área planeja a utilização dos recursos naturais nas áreas de produção da empresa. Ela também tem a responsabilidade de dar a melhor destinação e tratamento aos resíduos desses sistemas. A gestão ambiental e de resíduos industriais são algumas subáreas da Engenharia de Sustentabilidade.

O impacto da escolha da faculdade no sucesso

Como você pode ver, o curso de Engenharia da Produção acessa inúmeras áreas do ambiente corporativo. É então que vem o pensamento: “já tenho certeza de uma colocação futura?”. Bom, depende em partes de você, já que a qualidade da sua formação vai ser medida por quanto você se dedicou a cada uma das disciplinas estudadas.

Além disso, a escolha da faculdade também é importante. Instituições bem-conceituadas têm mais abertura no mercado de trabalho. Além disso, a matriz curricular muda entre as diferentes faculdades. Você deve avaliar cada uma delas, para escolher aquela que foca mais no perfil de engenheiro que você deseja ser.

De toda forma, há várias ferramentas para analisar isso, por exemplo:

  • a transparência da instituição: se ela é acessível ao seu contato para tirar dúvidas e se tem forte presença nas redes sociais, interagindo com seu público;
  • a avaliação do MEC: você pode pesquisar pelas instituições e procurar aquelas que têm melhor avaliação no ENADE e no Índice Geral de Cursos (IGC);
  • a opinião dos estudantes já formados: procure conversar com quem se graduou na instituição de seu interesse e pergunte sobre suas impressões e dificuldades. Assim, você terá uma clara visão do que o espera.

Agora, você já conhece o curso de Engenharia de Produção e pode tomar uma decisão bem fundamentada. Também viu quais são os principais conhecimentos e habilidades que terá que desenvolver para ter destaque em sua profissão.

Gostou do conteúdo? Então, assine nossa newsletter

Receba conteúdo em primeira mão!


Você também pode gostar

Sem comentários

Deixe um comentário