Ensino Superior

Empreendedorismo pode ser via de sucesso para jovens com Ensino Superior

outubro 29, 2018
Tempo de leitura 3 min

Estímulo ao desenvolvimento de boas ideias ajuda também na inserção no mundo corporativo

Com quase 50 milhões de empreendedores, o Brasil tem se tornado um país de micro e pequenos empresários. O percentual de jovens brasileiros que decidiu abrir a própria empresa vem crescendo nos últimos anos. Segundo o Sebrae, em 2017 o número de pessoas entre 18 e 34 anos no total de empreendedores em fase inicial subiu de 50% para 57%. Também cresceu, de 57% para 59%, o número de empreendedores que iniciaram um negócio por enxergar uma oportunidade e não por necessidade.

O perfil do empreendedor brasileiro, no entanto, ainda é pouco escolarizado. Quase 8 milhões de empreendedores estabelecidos, aqueles tidos como consolidados no mercado, não completaram o Ensino Médio. Dentro desse mesmo grupo, 2 milhões têm Ensino Superior completo. Os empreendedores mais escolarizados, que representam a menor parcela desse universo, têm as maiores oportunidades de obter sucesso empresarial.

O papel da universidade na formação dos empreendedores vem mudando ao longo dos últimos anos. Se, há algumas décadas, conseguir uma colocação em uma empresa privada ou seguir a via do serviço público eram os caminhos naturais para quem saia do Ensino Superior, hoje abrir o próprio negócio já é considerada uma ideia válida. O avanço da tecnologia expandiu as possibilidades de sucesso no mundo corporativo. Nos últimos seis anos, o número de startups, empresas caracterizadas pela inovação, mais que dobrou, de acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Nesse segmento, o percentual de empresários jovens – entre 25 e 40 anos – salta para 72% do total.

Preparação para Inovar

As perspectivas para quem atua com inovação e tecnologia são positivas. O investimento em startups brasileiras cresceu 207% no ano passado, segundo dados do Lavca (associação latino-americana de fundos de capital de risco). Os primeiros unicórnios brasileiros, termo utilizado para designar startups que passam a valer mais de US$ 1 bilhão, surgiram este ano: o aplicativo 99 Taxi e o Nubank, de serviços financeiros.

Mas, para entrar no mercado, é necessário estar preparado. O conhecimento do setor no qual irá atuar e o planejamento de negócios são pontos fundamentais para quem deseja iniciar um empreendimento. A formação que alia teoria e prática é a ideal para quem busca empreender e inovar. Independente do curso de formação, é importante que algumas habilidades sejam desenvolvidas. As faculdades que possuem infraestrutura voltada para inovação devem estar equipadas para o desenvolvimento das ideias dos alunos.

Na ESEG, o Lite – Laboratório de Inovação Tecnológica – está à disposição dos alunos para a construção de projetos e protótipos. A formação multidisciplinar faz a diferença na hora de empreender, já que o gerenciamento dos processos e das finanças é essencial para a viabilidade e a sobrevivência de um negócio. Os estudantes dos cursos de Administração, Engenharia de Produção e Engenharia de Computação da ESEG aprendem que o sucesso dos negócios, sejam próprios ou não, depende de pesquisa, planejamento e conhecimento técnico e operacional.

No mercado de trabalho, a postura empreendedora é admirada pelos recrutadores. Estar comprometido com os resultados da empresa e ser proativo são algumas das características que um empreendedor e um profissional requisitado têm em comum. Colaboradores que apresentam novas ideias, que representem aumento na produtividade da empresa, são bem vistos nos ambientes corporativos e têm mais chances de promoção.

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